quarta-feira, 6 de setembro de 2017

O melhor da vida... Verão!

Os dias sentem-se mais pequenos , embora muito quentes, o brilho dourado dos finais de tarde lembram que o Outono está ao virar da esquina. 


Com o regresso às aulas, as rotinas alteram-se, os horários entram nos eixos e voltamos a vestir os nossos outros papéis.
O Verão, esse, vai ficar na pele mais escura, nas roupas leves que possivelmente vestiremos por mais algumas semanas, mas sobretudo, ficará na memória.
A leveza dos dias, a quase despreocupação ficam guardadas, bem guardadas, com a certeza que no próximo ano lá estarão e nos farão ainda mais felizes.
Obrigada querido Verão!






terça-feira, 5 de setembro de 2017

Mãe de dois #15

Numa conversa sobre consumo...

J. : - Eu gosto muito de comprar coisas mãe, é muito fixe! Tu não gostas?
Eu: - Sim...
J. : - Mas gostas de comprar muitas coisas?
Eu: - Nem por isso.
J. : - A sério???
Eu: - Sim, gosto mesmo é de conhecer lugares novos, viver experiências novas convosco.
J. - Pois...desde que és hippie ficaste assim, não foi?


segunda-feira, 4 de setembro de 2017

247 de 365 - "Bora lá voltar à escola!"

Se é por efeito "contágio" ou se é por ser uma realidade que também é a minha, não sei? Mas a vontade de escrever sobre o início das aulas está cá e não há volta a dar...

Mas não, não vou escrever sobre produtos ou marcas, nem mesmo das melhores oportunidades de compra de materiais escolares, nada disso, há quem o faça bem melhor que eu...
Vou, sim, "falar" daquilo que esta fase é para mim e que, possivelmente, será para muitos outros.
Setembro é como estrear um caderno novo, vem munido de muita vontade de (re)começos, eu arriscaria a dizer que é o verdadeiro "ano novo" para muitos.
Com a chegada de Setembro, sobretudo para nós pais, dá-se uma quebra abrupta entre a leveza de espírito (que só o Verão nos proporciona) e o duro despertar face a "realidade" que ai vem.
São rios de dinheiro gastos, horas em filas de supermercado e papelarias. São dias que voam e horas contadas para tudo. São trabalhos de casa chatérrimos e muitas birras matinais. São pequeno-almoços de fugida e perdas de paciência no trânsito. Ah! E por falar em perdas, são perdas de material e casacos dia sim, dia sim, enfim... a lista é longa!
Mas com a chegada de Setembro e o início do ano escolar, também surgem muitas outras coisas, nomeadamente sentimentos que nunca se viveram, como o vazio no peito quando deixamos pela primeira vez um filho numa creche ou numa nova escola... 
O medo, a dúvida, o sentimento de culpa, sobretudo quando são pequeninos e ainda não são capazes de nos relatar os seus dias. 
Quantos de nós já não passámos por isto? 
Quantos de nós não demos as costas, na hora da despedida, lavados em lágrimas e o coração despedaçado, sentindo-nos mal, os piores dos piores? 
Quantos de nós não contámos as horas e os minutos para os ir buscar à escola e confirmar se tinham tudo no sítio e se ainda se lembravam de nós?
Quantos de nós não andámos no carrossel das semanas, em que começávamos à segunda-feira com choros inimagináveis que amainavam durante a semana e na segunda seguinte voltavam à carga, como se regressássemos à "casa de partida"?
Quantos de nós precisou de um mimo e um abraço apertado depois de deixar os filhos na escola?
Tantos!
Sim, Setembro também traz isto, mas como em tudo na vida, "por detrás de um arco-íris estará sempre uma chuvinha"...
Não há receitas, nem livro de instruções "nesta coisa" de ser pais, mas (por experiência vivida) sei que ao demonstrarmos aos nossos filhos o quão felizes estamos por eles (mesmo que por dentro estejamos em cacos) e o quanto gostamos da sua escola (mesmo que ainda assim não seja) será, com certeza, meio caminho andado para uma adaptação mais feliz. 
"Your vibe attracts your tribe"

Um feliz ano lectivo para pais, filhos, educadores e todas as pessoas que fazem esta grande instituição, que é a "escola", funcionar...


                            

Faço minhas estas palavras...





domingo, 3 de setembro de 2017

Sete meses avó...

Por muitos dias, meses ou mesmo anos, por toda uma vida que passe, vou sentir a tua falta.

Tenho dias mais fáceis, tenho dias mais difíceis, tenho dias em que a saudade se transforma numa dor aguda que quase não me deixa respirar.
Tenho tantas saudades tuas avó. Sinto falta do teu cheiro, do teu riso, das tuas mãos velhinhas.
Trago na carteira uma foto tua, uma foto linda, a minha preferida, mas desde que partiste não consigo olhá-la. Fecho os olhos e vejo o teu sorriso, oiço a tua voz, mas não consigo olhá-la.
Levo-a comigo para toda a parte, é um pedaço de ti, mas por agora só consigo ver-te no meu pensamento, no meu coração.
Passados sete meses avó, a dor não diminuiu, a saudade aumenta dia para dia e eu continuo aqui,  a desejar que sintas o quanto és importante na minha vida.
Adoro-te querida avózinha.


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

244 de 365 - "O peso certo"

Não me recordo de ter tido alguma vez o "peso ideal", a "aparência ideal", o "corpo ideal". Se vivo bem com isso? Não, ainda não...

A dada altura (na casa dos meus vinte e poucos anos) vivi um período de extrema ansiedade e stress, o que me causou uma perda considerável de peso, a mais acentuada de que tenho memória. 
A única vez em que dei por mim "magra" estava tão preocupada com a minha saúde (e ainda bem!)  que nem "gozei o momento".

Sempre tive o peso um pouco acima do considerado "ideal", não muito, mas com a entrada nos "entas" e com a segunda gravidez, a coisa descambou um bocado...
Não seria honesta se dissesse que a questão da aparência me passa ao lado, não, não passa, nem nunca passou! 
Tenho dias em que olho ao espelho e não gosto do que vejo, tenho dias em que custa despir a camisola na praia, mas também tenho dias em que nem sequer penso nisso (poucos, mas tenho!).
A questão que realmente me preocupa, que me frustra mesmo, é a minha incapacidade de me aceitar verdadeiramente, de viver em pleno com aquilo que sou.
Nos dias de hoje, torna-se cada vez mais difícil olhar-nos ao espelho e gostar do que vemos, há sempre algo errado, há sempre qualquer coisa a mais ou a menos.
Somos vítimas de propaganda pró beleza, somos constantemente bombardeados com ideais de perfeição, com tantos estereótipos que nos esquecemos do que realmente importa. 
Há que possuir uma enorme força para assumir que não fazemos parte da "regra".
Há que sentir uma enorme segurança no nosso "Eu" para olhar o corpo (que não mais é do que a nossa verdadeira casa)  e ser capaz de amá-lo e cuidá-lo como ele merece.
Eu (ainda) não tenho essa capacidade e acredito que não será fácil lá chegar, sinto-me numa espécie de limbo. Uns dias deixo vir ao de cima o amor verdadeiro por este meu corpo, tão forte, tão meu amigo, outros dias, dou por mim a cometer erros atrás de erros, a viver um sentimento de culpa desnecessário e tudo parece cair por terra.
Se sou preguiçosa, desleixada? Aos olhos de alguns, sim... 
Se uma boa dieta e exercício físico seriam a solução? Na opinião de muitos, talvez...
Mas para mim, a única certeza é a de querer ter um corpo são, é a de ser capaz de aceitar as minhas imperfeições e todas as marcas que a vida me dá. É aprender a viver em paz comigo, sem me preocupar se tenho um ou dois quilos a mais, é viver sem culpas ou desculpas, é ser livre de ideais preconcebidos.
Quero ser capaz de me reconhecer no espelho, viver de bem comigo e para mim, pensar apenas no meu bem estar e na minha saúde... 

Não foi fácil escrever sobre isto, sinto que levantei uma ponta do véu, mas se tenho de aprender a aceitar-me como sou, nada melhor que colocar a descoberto uma das minhas vulnerabilidades ...

Aconselho a quem, como eu, acredita que somos mais do que a aparência a ver o documentário Embrace (disponível aqui  aqui), vale mesmo a pena!