quinta-feira, 6 de julho de 2017

"Desacelerar"

A propósito deste desafio, lançado pela Maria e pela Filipa, lembrei-me que ainda não tinha escrito nada sobre o livro "Viver devagar".

Ora bem... Li-o em 3 dias (como é de esperar quando gosto deveras de um livro) e devo dizer que vai directamente para a minha prateleira  "quero-os por perto". 
Cá em casa tenho um espaço reservado aos livros da minha vida, àqueles que deixaram marca, aos que provocaram mudanças e aos que gosto de ter por perto, todos eles livros para consultar ou voltar a ler sempre que me apetecer. 

O livro "Viver devagar" é um desses livros, um livro muito simples, leve e fácil de ler, mas ao mesmo tempo com uma mensagem tão importante, com passagens tão bonitas e pessoais, o que o torna muito especial, pelo menos para mim...
Identifico-me com muito do que a Maria escreve, com a sua visão do quotidiano e a importância de viver o "aqui e o agora", a urgência de nos reencontrar-nos com a natureza, tudo aspectos tão fundamentais e que me dizem tanto!

Há muito que sinto a necessidade de desacelerar, não que a minha vida seja um corrupio, sem tempo para nada ou algo assim... (tem dias, mas são mais as vezes em que a desorganização do tempo é mais desgastante do que a falta dele). 
O que preciso mesmo é de aprender a abrandar, ser capaz de parar para contemplar o que me rodeia, para olhar com olhos de ver...
Preciso aprender a abrandar para sentir, para me conectar com aquilo que verdadeiramente importa.

Desde que decidi mudar o meu rumo, tenho vindo a querer saber mais, a aprender mais, a descobrir por onde começar e o "Viver devagar" deu-me um enorme impulso, serviu para muitas coisas, sobretudo para tomar por certo parte daquilo em que realmente acredito.


Sou grata à Maria pelo bonito livro que escreveu, pela inspiração que ela mesma é...
O desafio #viverdevagar está mais que aceite...




segunda-feira, 3 de julho de 2017

Oficialmente de férias!!!

Mas calma, não sou eu...São eles! 

Os meus filhotes estão de férias, e que belas férias! 
Quase três meses de puro far niente...
Já escrevi aqui sobre isso e não me vou alongar muito, mas gostava de partilhar as respostas deles à "espécie de jogo" que fizemos.
Ora bem, o mais velho respondeu de imediato e o que me saltou à vista foram coisas das quais eu não esperava, pelo menos para já... 
Não vou transcrever tudo, mas para que fique registado (não vá a nossa folhinha de papel desaparecer)...

Sítios onde gostarias de ir? Resposta: Meo sudoeste
Livros que gostarias de ler? Resposta: "Escrito na água"
Algo novo que gostarias de aprender ou experimentar? Resposta: Conduzir

Socorro!Será que viajei no tempo e estamos em 2022 ?

Quanto ao mais novo, ainda não obtive muitas respostas, mas pelo menos uma das coisas já concretizámos, a tão desejada visita ao Zoomarine.



sexta-feira, 30 de junho de 2017

Mãe de dois #13

Hora de almoço, tudo a postos para ir para a mesa...

J: -Mãeeeee!
Eu: - Diz?
J: - Não fizeste refrigerantes naturais hoje?
Eu: - Não, hoje não...
J: - E também não há refrigerantes desnaturais?

...

Um chá gelado para dias de muito calor!

Não será novidade, eu sei! Assim como, sei que devem haver outras bem mais deliciosas ou requintadas, mas esta é a minha receita, simples e rápida de fazer.

O que preciso:

1 litro de água 
1 saqueta de chá preto.
Casca de limão a gosto.
Para aromatizar o chá, costumo juntar lascas de gengibre fresco e 2 pauzinhos de canela ou um punhado de folhas de hortelã e frutos vermelhos.

Como o faço: 
Num jarro de vidro coloco a saqueta do chá, casca de limão e alguns dos outros ingredientes para aromatizar.
Levo a água ao lume e assim que começa a ferver despejo-a no jarro. 
Tapo por uns minutos e de seguida retiro a saqueta do chá.
Depois de frio, passo pelo coador e levo ao frigorífico para refrescar. 
Esta minha receita não é doce, pois bebo o chá e o café sem açúcar, mas para quem gosta de doce, pode sempre juntar mel, açúcar, stevia ou outro adoçante natural... 
Na hora de beber o chá, nada como adicionar umas rodelas de limão e uns cubos de gelo... 
Tão refrescante!




Espaços lindos que me inspiram...


quinta-feira, 29 de junho de 2017

179 de 365 - "Tanta coisa e não tenho nada para vestir!"

Nunca fui viciada em compras, sobretudo no que se refere ao vestuário. 
Cada vez mais, considero o "vestir" apenas  uma necessidade básica, mas estaria a mentir se dissesse que não ligo patavina à aparência ou que seria capaz de vestir a primeira coisa que me aparecesse à frente...

Uma das coisas que, a pouco e pouco, me vai desprendendo de tudo isto é o modo como comecei a encarar o consumo, a facilidade com que somos levados a adquirir coisas, coisas essas que muitas das vezes nem nos fazem falta.
Aprendi, por experiência própria, que ao assumirmos uma vida mais simples, mais descomplicada "o menos tornar-se mais" e não é por ter uma camisola ou um par de sapatos novos que me fará mais ou menos feliz.

Por fim, e não menos importante, é aquilo sobre o que quero escrever hoje, o chamado "fast fashion".
Este é um conceito cada vez mais presente nos nossos dias e está a conduzir o mundo da moda (ou vice-versa) por caminhos muito complexos e desumanos.
Desde que vi o documentário "The true cost" e li sobre todo este flagelo, nunca mais fui a mesma.

Quando entro numa loja, principalmente nas grandes cadeias de moda "acessível", a primeira coisa que me vem à cabeça são imagens como o trágico acidente no Rana Plaza no Bangladesh (onde morreram mais de 1100 pessoas). Não esqueço as lágrimas daquelas mulheres e meninas que trabalham 12 a 16 horas por dia (apenas com uma porção de arroz diária no estômago e uns míseros 30 a 60 dolares ao mês). Não consigo apagar da minha mente a imagem dos bebés que dormem no chão junto aos pés das suas mães, enquanto estas cosem as t-shirts giras e tão em conta que todos nós adoramos ter, só porque sim...
Sinto-me cada vez mais preocupada com estas situações, já para não falar do desgaste e destruição ambiental que esta produção desenfreada causa!
Nos dias que correm, somos levados a substituir sistematicamente os nossos bens, já não os consertamos ou reutilizamos, limita-mo-nos a deitá-los fora e a adquirir novos. 
Estes pequenos gestos, que nos parecem tão banais, causam danos irreparáveis ao nosso planeta.  

No nosso país são poucas ou quase nenhumas as lojas que vendem produtos de acordo com os critérios de um comercio justo e sustentável (a preços mais ou menos acessíveis) o que é de lamentar, pois assim é mais difícil escapar aos grandes "monstros" da "fast fashion" e outros.
Sei que, por enquanto, não conseguirei fugir a isto, pois a oferta de produtos alternativos torna-se um pouco inacessível para mim. O custo dos portes por vezes é mais elevado do que a própria peça e para uma mãe de dois filhos com orçamento limitado, nem sempre é fácil. 
Contudo, acho que o facto de estar desperta para esta questão, abre-me novos horizontes, faz-me pensar duas vezes antes de comprar uma peça.

Felizmente existem por esse mundo fora algumas pessoas preocupadas com estas questões e sobretudo preocupadas em divulgá-las.
As grandes marcas, até à data, têm fugido às responsabilidades e só visam lucros, mas acredito que com a sensibilização para questões tão desumanas e pertinentes algo poderá ser feito.
No entanto, não acredito nos boicotes às marcas, a questão não se resolve por ai, mas divulgar e fazer pressão para que se tomem atitudes, se façam mudanças de políticas e princípios, fará com certeza toda a diferença.

Assim como, se todos nós tivermos conscientes de que ter mais coisas não faz de nós melhores ou piores, e que tudo parte de um principio, aquilo que procuramos está em nós e não naquilo que compramos, o nosso legado será, com certeza,  "um futuro melhor".