sexta-feira, 30 de junho de 2017

Mãe de dois #13

Hora de almoço, tudo a postos para ir para a mesa...

J: -Mãeeeee!
Eu: - Diz?
J: - Não fizeste refrigerantes naturais hoje?
Eu: - Não, hoje não...
J: - E também não há refrigerantes desnaturais?

...

Um chá gelado para dias de muito calor!

Não será novidade, eu sei! Assim como, sei que devem haver outras bem mais deliciosas ou requintadas, mas esta é a minha receita, simples e rápida de fazer.

O que preciso:

1 litro de água 
1 saqueta de chá preto.
Casca de limão a gosto.
Para aromatizar o chá, costumo juntar lascas de gengibre fresco e 2 pauzinhos de canela ou um punhado de folhas de hortelã e frutos vermelhos.

Como o faço: 
Num jarro de vidro coloco a saqueta do chá, casca de limão e alguns dos outros ingredientes para aromatizar.
Levo a água ao lume e assim que começa a ferver despejo-a no jarro. 
Tapo por uns minutos e de seguida retiro a saqueta do chá.
Depois de frio, passo pelo coador e levo ao frigorífico para refrescar. 
Esta minha receita não é doce, pois bebo o chá e o café sem açúcar, mas para quem gosta de doce, pode sempre juntar mel, açúcar, stevia ou outro adoçante natural... 
Na hora de beber o chá, nada como adicionar umas rodelas de limão e uns cubos de gelo... 
Tão refrescante!




Espaços lindos que me inspiram...


quinta-feira, 29 de junho de 2017

179 de 365 - "Tanta coisa e não tenho nada para vestir!"

Nunca fui viciada em compras, sobretudo no que se refere ao vestuário. 
Cada vez mais, considero o "vestir" apenas  uma necessidade básica, mas estaria a mentir se dissesse que não ligo patavina à aparência ou que seria capaz de vestir a primeira coisa que me aparecesse à frente...

Uma das coisas que, a pouco e pouco, me vai desprendendo de tudo isto é o modo como comecei a encarar o consumo, a facilidade com que somos levados a adquirir coisas, coisas essas que muitas das vezes nem nos fazem falta.
Aprendi, por experiência própria, que ao assumirmos uma vida mais simples, mais descomplicada "o menos tornar-se mais" e não é por ter uma camisola ou um par de sapatos novos que me fará mais ou menos feliz.

Por fim, e não menos importante, é aquilo sobre o que quero escrever hoje, o chamado "fast fashion".
Este é um conceito cada vez mais presente nos nossos dias e está a conduzir o mundo da moda (ou vice-versa) por caminhos muito complexos e desumanos.
Desde que vi o documentário "The true cost" e li sobre todo este flagelo, nunca mais fui a mesma.

Quando entro numa loja, principalmente nas grandes cadeias de moda "acessível", a primeira coisa que me vem à cabeça são imagens como o trágico acidente no Rana Plaza no Bangladesh (onde morreram mais de 1100 pessoas). Não esqueço as lágrimas daquelas mulheres e meninas que trabalham 12 a 16 horas por dia (apenas com uma porção de arroz diária no estômago e uns míseros 30 a 60 dolares ao mês). Não consigo apagar da minha mente a imagem dos bebés que dormem no chão junto aos pés das suas mães, enquanto estas cosem as t-shirts giras e tão em conta que todos nós adoramos ter, só porque sim...
Sinto-me cada vez mais preocupada com estas situações, já para não falar do desgaste e destruição ambiental que esta produção desenfreada causa!
Nos dias que correm, somos levados a substituir sistematicamente os nossos bens, já não os consertamos ou reutilizamos, limita-mo-nos a deitá-los fora e a adquirir novos. 
Estes pequenos gestos, que nos parecem tão banais, causam danos irreparáveis ao nosso planeta.  

No nosso país são poucas ou quase nenhumas as lojas que vendem produtos de acordo com os critérios de um comercio justo e sustentável (a preços mais ou menos acessíveis) o que é de lamentar, pois assim é mais difícil escapar aos grandes "monstros" da "fast fashion" e outros.
Sei que, por enquanto, não conseguirei fugir a isto, pois a oferta de produtos alternativos torna-se um pouco inacessível para mim. O custo dos portes por vezes é mais elevado do que a própria peça e para uma mãe de dois filhos com orçamento limitado, nem sempre é fácil. 
Contudo, acho que o facto de estar desperta para esta questão, abre-me novos horizontes, faz-me pensar duas vezes antes de comprar uma peça.

Felizmente existem por esse mundo fora algumas pessoas preocupadas com estas questões e sobretudo preocupadas em divulgá-las.
As grandes marcas, até à data, têm fugido às responsabilidades e só visam lucros, mas acredito que com a sensibilização para questões tão desumanas e pertinentes algo poderá ser feito.
No entanto, não acredito nos boicotes às marcas, a questão não se resolve por ai, mas divulgar e fazer pressão para que se tomem atitudes, se façam mudanças de políticas e princípios, fará com certeza toda a diferença.

Assim como, se todos nós tivermos conscientes de que ter mais coisas não faz de nós melhores ou piores, e que tudo parte de um principio, aquilo que procuramos está em nós e não naquilo que compramos, o nosso legado será, com certeza,  "um futuro melhor".





quarta-feira, 28 de junho de 2017

Lemos?


Os livros sempre fizeram parte das nossas prateleiras, dos nossos dias, das nossas vidas. Em casa dos meus pais sempre se leram livros, sempre se compraram livros, sempre foi um hábito ir procurar nos livros a resposta para tantas coisas...

Hoje em dia, cá em casa, não é tanto assim, as enciclopédias foram substituídas pela Internet, as colecções de livros sobre Animais e Vida selvagem pelos programas e séries de tv e as pilhas de livros que entravam em casa dos meus pais em nada se comparam aos dois ou três livros que compro por semestre...
Apesar desta enorme lacuna que se formou, entre aquilo que "foi" e aquilo que "é", continuo a gostar de ler, continuo a amar as palavras e ao que elas me levam. 
Não troco a visita a uma livraria pela entrada numa loja de roupa, não prefiro o filme ao romance, nem o melhor perfume ao cheiro de um livro novinho em folha, mas sei que poderia ler mais, poderia esforçar-me mais. 
Tento ler todos os dias, mais que não seja uma página, só porque sim, só porque quero, e isso tê-me dado frutos, muitos frutos.
Além daquilo que aprendo, daquilo que sonho, daquilo que vivo, o facto de fazer da leitura um hábito contagia de certo modo os meus filhos.

O mais novo entrou este ano no primeiro ano e ao perceber o poder que a leitura lhe confere descobriu todo um mundo novo. Anda fascinado com esta sua nova capacidade, lê tudo, ou quase tudo, lê o que escrevemos, o que aparece na tv, na rua, nas lojas, mas lê sobretudo os livros que tem no quarto, sim, aqueles que estiveram por ali esquecidos.
O mais velho sempre gostou que lhe lessem histórias, lemos juntos "O Principezinho" e foi das coisas mais extraordinárias que já fizemos até hoje. 
Apesar de gostar de livros, apesar da sua tremenda curiosidade em saber, a preguiça de pré-adolescente apoderou-se e há muito que não pegava num livro. 
Há uns dias, deu-se um click  e, sem eu dar por isso, começou a ler. Já vai no segundo livro (e dos grandes como ele próprio diz) e acho que nestas férias a coisa promete.
Enche-me o coração vê-los (ver-nos) envolvidos pelo poder da leitura, faz-nos tão bem, dá-nos tanto!

Este ano, apenas estabeleci um objectivo a alcançar, ler pelo menos um livro por mês. Sem grande stress vou indo (ou melhor, vou lendo) prefiro não pensar muito, é deixar fluir... 



terça-feira, 27 de junho de 2017

Sete

O dia de ontem foi tão, mas tão intenso que não houve tempo para quase nada!
O membro mais novo da família, o nosso querido G., fez sete anos.
S-E-T-E!!! Sei que soa a cliché, mas  "parece que foi ontem que nasceu"...
O que me vale é que continua a ser um "bebé grande", sim vale mesmo por isso e não tenho vergonha de o afirmar, não tenho pressa nenhuma que cresçam, apesar de saber que é inevitável e que o meu papel é contribuir para que o façam...no fundo, não tenho pressa.
Está crescido sim, eu sei, mas aos meus olhos continua a ser o meu "bebé grande".

Ontem fez anos e o dia quis-se muito especial, um dia para ficar na memória, para ficar no coração.
Começou pelo tradicional acordar com um cantar de parabéns (pela voz esganiçada da mãe) e de um bolo de panquecas com fruta.
De seguida rumamos ao sítio escolhido por ele para passar o seu dia de aniversário, o Zoomarine. 


Foi a sua estreia e devo dizer que não foi nada mau, passámos lá o dia inteiro, coisa que também foi uma estreia para nós. 
Levámos farnel, fatos de banho e kilos de protector solar (sim, porque aquele sítio é de torrar agora no Verão). 
Vimos os espectáculos todos, mas os favoritos foram, sem dúvida, o dos golfinhos e o show de acrobacias "A Baía dos piratas", adorámos!!! 
Ao final da tarde os miúdos continuavam eufóricos, o G. só me dizia: "- Estou a adorar mãe!" e nós pais, de coração cheio.
No regresso, adormeceu ao fim de uns minutos no carro, o mais velho lutou contra o sono, mas a sua cara acusava mais exaustão do que outra coisa.

À noite, ainda houve tempo para cantar os parabéns com a família mais próxima, partilhar beijinhos e receber umas lembranças...
Caiu à cama e já só acordou hoje de manhã, o sorriso de orelha a orelha continua lá, embora agora um sorriso com sete anos. 













Parabéns meu amor!





segunda-feira, 26 de junho de 2017

Faço minhas estas palavras...

"À noite na estrada vamos vendo à medida que os faróis iluminam a estrada quando guiamos, e a vida é mesmo assim, baseada na confiança de que estamos no caminho certo, vamos guiando e o caminho vai-se iluminando."

Marta Davies Mertens