domingo, 4 de junho de 2017

Que palavras se podem escrever sobre o que está a passar no nosso mundo...

Dia após dia, os ataques terroristas são mais frequentes, mais cobardes e colocam em causa uma série de coisas, sobretudo  a nossa perspectiva em relação ao futuro.
Que Mundo é este em que vivemos? 
Não consigo entender esta onda de terror, o que leva a tanto ódio e tanto desprezo pela vida humana.
Compreendo que as motivações poderão ter algum fundamento, nomeadamente o abuso de poder das grandes potencias, as riquezas mal distribuídas, a xenofobia, o arrastar da questão Palestina/Israel, etc, etc...
Mas nada, nada pode justificar tais atrocidades, nada poderá ser razão para matar indiscriminadamente, seja onde e quem for.
"Loucos" sempre existiram e hão-de existir. a história da Humanidade fala por si. 
Massacres, atentados, genocídio,  crimes de guerra, tudo o que possamos imaginar. Contudo, a questão que mais me preocupa é a atitude dos governantes, que parecem mais preocupados em acertar o passo "nesta dança", em fazer bonito, ao invés     de procurar colocar um BASTA nisto tudo...
Preocupa-me a postura indiferente das massas, a ignorância que muitas vezes é tão, ou mais, perigosa que a violência.
Infelizmente, a cada dia que passa, as pessoas estão mais centradas em si mesmas, fechadas nas suas redes, preocupadas apenas, e só, com os seus pequenos mundos. Os olhos vendam-se e o que se passa com os outros não lhes diz respeito. "Olhos que não vêem coração que não sente".
Mas de repente, o mundo sofre abanões, choram-se as mortes inocentes, "Je suis qualquer coisa" e no dia seguinte a vida continua...
Fica-se em choque quando acontece, sobretudo na Europa ou noutros países ocidentais, compreendo que seja pelo factor proximidade, mas este tipo de atrocidades acontece quase diariamente, por esse mundo fora,  quer no mundo árabe, quer em países africanos, sul asiáticos, etc... E em todos estes lugares, morrem inocentes, vítimas de um ódio sem rosto, um ódio cobarde e sem piedade. 
Estou em choque. Estou, mais uma vez, desiludida com o Homem.
Pergunto-me que futuro será o nosso? Quando é que isto irá acabar? Haverá um fim?
Encontra-mo-nos num ponto de viragem, num mundo diferente, tão mau, tão negro, tão assustador. 
Que mundo terão os nossos filhos?  



sexta-feira, 2 de junho de 2017

E quando o teu filho chega da escola com uma "bolinha vermelha"?

Mais uma para a colecção destes últimos dias...
Um aluno exemplar, segundo a professora e que, de há uns tempos para cá, "descarrilou".
A primeira reacção: 
"- Então G.? Outra vez!!! Hoje não há TV! Já não te tinha dito para te portares bem na aula?"
Depois de arrefecer... Um remorso enorme pela minha explosão. Triste e um pouco envergonhada pela minha atitude, resta-me remediar a coisa e dar-lhe aquilo que ele mais precisa, atenção e ouvir o que tem para me dizer.
Sentada junto a  ele, tento sacar (quase a ferros) o que se tinha passado. O que teria levado à bendita bolinha vermelha?
As respostas foram vagas e entredentes:
"- O meu cérebro estava muito excitado e zangado e obrigou-me a levantar muitas vezes da cadeira mãe..."
Ok, muito bem, mas não chega, tenho de tentar ir mais fundo, pois com este meu filho mais novo as coisas ficam muito à superficie... Mas como?
Propus que fizesse um desenho sobre como se sentia, concordou de imediato e lá fez... 
O suposto cérebro aborrecido e zangado, estava farto de esperar que a professora viesse ao pé dele explicar-lhe as coisas. Estava cansado e saturado de fazer "coisas" de matemática...Ele até se portou bem de manhã, mas agora à tarde já estava farto!
 O mesmo cérebro que ele não consegue controlar e lhe manda "portar mal"... 
"- Eu até sou um bom menino mãe, mas o meu cérebro às vezes quer que eu faça disparates!".
Ai amor da minha vida, como eu te percebo, mas não nos podemos deixar levar, temos de aprender a controlar um bocadinho as emoções e a agir com calma, saber esperar é uma virtude, tão boa mas às vezes tão difícil de alcançar! 



A saga do Macramé continua...

Viciada em fazer nós, anseio pelos pedacinhos de tempo livre para pegar no meu cordel e dar as mãos ao manifesto.
Fico em êxtase cada vez que me deixo absorver nesses momentos,  só meus, em que me vejo envolta naquele emaranhado de fios e aos poucos lhes faço ganhar forma.
A meio do processo deixo de pensar, deixo de projectar, apenas mexo as mãos e deixo-me conduzir, como que se de uma dança se tratasse.
É fantástico, uma forma excelente de desacelerar, além de que, por vezes, ainda levo o bónus de ficar feliz com o resultado!
Monto e desmonto, dou nós e laçadas, desmancho mil e uma vezes e não me canso, não me canso, assim como não me canso de dizer que adoro... 



Espaços lindos que me inspiram...


quinta-feira, 1 de junho de 2017

152 de 365 - E se no Dia da criança...

Lhes desse a oportunidade de quebrar as regras?
E se... fugíssemos um pouco da rotina?
E se... nos baldássemos às aulas e fossemos brincar para a praia? 
Ser, apenas e só, crianças e brincar, brincar, brincar até não querer mais!
Era bom não era?
Era? Não! Foi!
Nada de prendas neste dia, antes disso... "bora lá criar memórias"!
O suposto era deixá-los dormir até mais tarde e surpreende-los com um dia de gazeta, mas infelizmente o mais velho tinha a apresentação de um trabalho, logo na primeira aula, dai ter que boicotar o plano A e passar ao plano B: "Vais à primeira aula, logo depois vamos buscar-te" e... surpresa!!! 
P-R-A-I-A com eles!
Passámos uma manhã maravilhosa, um céu azul infinito, um calor com cheiro a Verão e eles... felizes, mas um bocado incrédulos, logo a mãe que é quem mais estabelece regras e fala tanto de responsabilidades e blá, blá, blá...
À tarde, brincadeira com fartura em casa, um lanche numa esplanada boa e para terminar o dia em grande, um convite da tia para jantar no restaurante preferido!
O melhor de tudo, foi ouvi-los dizer tantas e tantas vezes:
"- Estou a adorar este dia!
- Mãe estou tão feliz!
- Gosto tanto de não ir à escola e ficar contigo mãe.
- Sabes avó? A minha mãe e o meu pai deram-nos uma prenda muito especial! Hoje não fomos à escola, fomos à praia e foi tão divertido!"
Sei que pode parecer errado e tudo mais, mas sei também que eles perceberam que foi uma excepção (sem exemplo) por ser um dia especial, por estarem a terminar a escola e já não haver testes, por ser mais importante estarmos juntos do que receber presentes, porque nos amamos muito e porque a mãe os conhece tão bem que, o melhor presente para um Dia assim só poderia ser algo assim...





Lista para Junho

Sorrir mais.
Ler um novo livro.
Comer gelados.
Olhar o céu.
Dar mergulhos no mar.
Sorrir mais um bocadinho...
e mais outro e outro.
Descomplicar e...
Seguir em frente!





Capítulo 6 de 12