segunda-feira, 10 de abril de 2017

Era uma vez...

...um espaço cheio de cor, repleto de objectos bonitos, feitos com amor, capaz de nos fazer viajar até mundo do "faz de conta".
Assim é a Rosa Chock, uma pequena loja de comércio tradicional, situada na cidade de Faro, onde podemos encontrar brinquedos, acessórios e artigos de decoração super giros e originais!
Um sonho tornado realidade que hoje em dia, é mais que uma loja de comércio, é um espaço de partilha, um local onde acontecem vários eventos e workshops e nos são dados a conhecer marcas e artesãos, sobretudo algarvios.
Um conceito distinto que vai mais além... Tornou-se um ponto de referência para quem conhece, um espaço amigo onde, garantidamente, os desejos dos clientes são acolhidos com o maior carinho e se traduzem nos mais pequenos detalhes.
A "Rosa Chock" foi criada a pensar no Mundo das Crianças, mas sãos os adultos, os primeiros a se deixarem contagiar pela boa onda e ambiente acolhedor. 
É um lugar único e original, onde a fantasia se funde com a realidade e cada objecto, cada brinquedo, nos conta uma história.
Mas, para dar conhecer o conceito da "Rosa Chock" ninguém melhor que a Inês, a mentora deste projecto, e foi a pensar nisso que decidi colocar-lhe algumas questões...

Quem é a Inês?
A Inês é uma mulher sonhadora e positiva mas com os pés bem assentes no chão, sou esposa e mãe de um menino lindo. 
Sou arquiteta de formação e "criadora de sonhos" de coração.

Há algo que consideres importante e que gostasses de partilhar acerca do teu percurso académico e/ou profissional?
Sim, o meu percurso académico foi fundamental. Estudei no Liceu de Faro (Escola João de Deus) no agrupamento de Artes e aos 18 anos ingressei na Universidade Lusíada de Lisboa, onde me licenciei em Arquitetura. 
Em 2005 regressei ao Algarve onde trabalhei e colaborei em diversos projetos de Arquitetura e Design de Interiores. 
Em 2008, comecei a desenvolver alguns projetos na área da decoração infantil e aí comecei a sentir a minha verdadeira paixão.
Em junho de 2013 sai da empresa onde trabalhava há 8 anos e fiquei desempregada, foi aí que aproveitei o verão para reflectir naquilo que gostava de fazer e o que me fazia realmente feliz.

Desde setembro de 2014, dedico-me 100% à Rosa Chock e embora tenha colocado a arquitetura de lado, esta foi sem dúvida um enorme contributo para a minha formação e para criar e desenvolver este projeto.

O que te levou a "recomeçar" numa área diferente?
A Rosa Chock não é de todo diferente da arquitectura, aliás a minha formação foi desde sempre na área das artes por isso a criatividade e os trabalhos manuais foram sempre uma constante na minha vida.

A Rosa Chock surgiu de...?
A história da Rosa Chock começa com o desejo imensurável de criar um mundo de sonho e de magia que nos faz esquecer que o mundo não é perfeito.
Há muito que sonhava desenvolver um negócio meu, e apostar na criação de sonhos, aliando brinquedos, acessórios e decoração. E quando sai do meu antigo trabalho, fiz algumas formações na área e decidi de forma muito ponderada com o apoio incondicional da minha família que era “o agora ou nunca”.

Quais foram os principais passos que deste para criar a tua loja?
Tirei um curso de empreendedorismo e partilhei ideias com vários empresários. Tratei de todo o processo burocrático, desde arrendar um espaço, tratar dos seguros, preparar mobiliário. Estive sempre presente na obra da loja.
Através do programa de Incentivos do IEFP Criação do Próprio Emprego apresentei o meu projeto e recebi o montante único dos subsídios de desemprego.

Quais os obstáculos mais complicados que tiveste que superar?
Os obstáculos fazem parte dos nossos percursos de vida, quem não os tem? Temos que superá-los e enfrentá-los da melhor forma possível. Todos os obstáculos que vão surgindo, resolvo-os e estes dão-me ainda mais motivação e força para superar e fazer mais e melhor.

Houve momentos em que pensaste em desistir? Se sim, como os superaste?
Não, nunca pensei nisso. Claro que há dias menos felizes, mas fazem parte da vida de todos.

O conceito actual da tua loja, foi delineado desde o início ou tem sido um processo evolutivo que se vem adaptando às necessidades, à tua experiência, etc... ?
Claro que tinha imensos planos e projectos que queria fazer, uns foram um sucesso outros nem tanto, e fui assim criando o meu caminho. É um processo evolutivo, sem dúvida.

O que gostas mais neste teu projecto?
Adoro o contato com o público, conhecer pessoas novas todos os dias. Adoro o processo de criação de produtos novos, de fazer montras novas, de criar eventos, etc. Ao fim ao cabo faço imensas coisas novas todos os dias.

O que gostas menos?
De fazer contas e mais contas.

Os objectos que tens à venda, são pensados por ti? 
Sim, a maioria mesmo que não sejam feitos por mim são pensados por mim. 

Tens parcerias, trabalhas com artesãos?
Sim, trabalho com artesãos essencialmente algarvios.

O que te inspira?
Tudo para mim serve como fonte de inspiração, os momentos em família, desde um passeio na praia onde encontro uma conchinha ou búzio, desde um picnic no campo onde apanho flores, uma viagem a uma grande cidade onde observo os edifícios históricos, os monumentos, uma ida ao Zoo onde vejo a cidade de Lisboa desde o teleférico, também adoro admirar os trabalhos de outros artesãos.

Que conselho dás a alguém que deseje abrir um negócio próprio ou que queira "mudar de vida" como tu fizeste?
Antes de mais, saber se é realmente uma paixão e uma coisa que adora, se sim, há uma enorme percentagem para ser um sucesso, adicionado a muito trabalho e persistência. 
Acredito que quando fazemos o que amamos seremos mais felizes e por sua vez melhores profissionais.

Como imaginas a Rosa Chock no futuro?
Não penso muito nisso, mas na verdade gostava muito que a minha loja fosse uma referência, pela sua originalidade e pela sua diferença.









Podem conhecer este espaço lindo aqui.





   


Faço minhas estas palavras...


domingo, 9 de abril de 2017

O melhor da vida - Dias felizes entre o campo e o mar

Numa semana de loucos, em que o trabalho me consumiu até ao tutano, sinto a mente em êxtase mas o meu corpo implora descanso. 
Fechei o ciclo com chave de ouro e dedico um dia inteiro ao meu trabalho mais importante, ser mãe!
Hoje, dei o pontapé de saída para aquilo a que chamo umas mini/micro férias, nas quais quero/preciso dar aos meus filhos todo o meu tempo, toda a minha atenção, aquela que eles tantas vezes reclamam mas que já aprenderam a dividir com tantas outras coisas.
Neste primeiro dia, fomos de piquenique até à Praia Fluvial de Alcoutim que nesta altura do ano ainda não tem muita gente, o que é óptimo! 
Escolhemos uma árvore gigante que nos ofereceu uma sombra fantástica e deu colo ao meu mais velho, vezes sem conta!
Estaminé montado, comidinha caseira e muita correria e jogos de bola, a receita perfeita para uma manhã bem passada.
À tarde fomos até à praia, desta vez praia de mar e como o tempo não convidou a banhos ficámo-nos pelo areal e pelas birras do mais novo que acusava cansaço de sobra.
No regresso a casa, um silêncio que soube pela vida, quebrado pelas conversas malucas dos filhos e a sensação boa de que, por muitos altos e baixos que a vida nos possa oferecer, momentos destes são, sem dúvida, "O Melhor da vida".








terça-feira, 4 de abril de 2017

Mãe de dois... #7

Eu: - G. vem cá baixo buscar os sapatos que deixaste espalhados aqui na sala!
G. : - Já vouuuuuu!
Eu: - G. não ouviste? Vem cá baixo buscar os sapatos!
G: - Vou jaaaaaà!
Eu: - Vem agora!
G. : - Já vouuuuu!
Eu: - G. vem buscar os sapatos, se faz favor!
G. : - Eu não posso ir mãe!
Eu: - Não podes porquê?
G. : - Porque estou "lideralmente" cansado...

NO COMMENT!


segunda-feira, 3 de abril de 2017

Alegria!

Para uma pessoa que sente um prazer e uma "alegria" enorme ao ver tudo nos devidos lugares, ter encontrado o método Konmari é um perfeito momento "eureka"!
Apesar da minha paixão pela organização, nem sempre é fácil ter a casa como gostaria. A gestão do tempo (que muitas vezes não é feita do melhor modo), os miúdos, um cão e trabalhar em casa, são alguns dos factores que me desviam um pouco (muito) do objectivo.
O método Konmari foi um achado e porquê? 
Porque me ajuda, além de arrumar a casa, a arrumar a minha mente. 
Não sei se será defeito ou feitio, mas sempre que as coisas em casa não andam como eu gostaria, a minha cabeça anda a mil. É uma espiral difícil de sair pois, quanto mais penso naquilo que tenho por fazer, mais desorganizada fico, deste modo, acabo por não resolver a causa e o efeito torna-se numa causa também...
Não é fácil manter as coisas arrumadas a toda a hora, assim como não é fácil nos despegarmos de coisas que não nos fazem falta, coisas que facilmente se tornam um fardo, se tornam mais tralha para arrumar e por ai a diante...
O livro "Alegria! da Marie Kondo, tem-me ajudado a definir aquilo que realmente pretendo, como consegui-lo e sobretudo a sentir-me feliz com isso. Está escrito de um modo muito simples e acessível, super organizado (como era de esperar) e, na minha opinião, é muito inspirador.
A nossa casa é o nosso mundo, reflecte aquilo que somos e ajuda-nos a ser aquilo que querermos ser. Eu, não quero uma casa de capa de revista nem um museu, quero apenas uma casa simples, prática e funcional, cujo ambiente seja a nossa cara, a nossa vida, o nosso mundo...








Faço minhas estas palavras...

“Quando a primavera chegava, mesmo a falsa primavera, não havia problemas excepto o de onde ser mais feliz. A única coisa que poderia estragar um dia eram as pessoas, e se você pudesse evitar compromissos, cada dia era ilimitado. As pessoas eram sempre as limitadoras da felicidade, com excepção daquelas poucas que eram tão boas quanto a própria primavera.”

Ernest Hemingway