sábado, 30 de abril de 2016

Abril

És daqueles meses tranquilos que passam rápido sem deixar grandes marcas mas, ainda assim, sou grata por aquilo que partilhámos. Os bons momentos , as aprendizagens que fiz e até mesmo os dias cinzentos e as perdas.
Somos tão diferentes Abril, mas ao mesmo tempo tão iguais... Somos estáveis na nossa instabilidade, tu és Liberdade, eu sou aquilo que ela me dá.
Obrigada Abril...

quinta-feira, 28 de abril de 2016

E porque o Dia da Mãe está a chegar...

Referir-me a mim mesma como Mãe, no início, causou-me tal estranheza que ao ouvi-la ou pronunciá-la me parecia uma palavra desconhecida. Era algo com um significado que, até então, eu só conhecera como filha.
Confesso que estranhei nos primeiros dias, mas aos poucos passou a fazer parte, de tal modo, que se transformou quase no meu primeiro nome, deixei de ser a "N" e passei a ser "a mãe do J" e mais tarde, também  "a mãe do G."
Esta minha nova identidade foi criando raízes e com ela trouxe tantas outras coisas. Passei a ver-me de um outro modo, transferi-me para segundo plano no ranking das prioridades e dei inicio a uma viagem sem regressso... uma viagem por vezes difícil, por vezes mais serena mas que, sem dúvida, fez e faz de mim uma pessoa melhor.


quarta-feira, 27 de abril de 2016

Conhecer-me, aceitar-me e amar-me incondicionalmente

Conhecer-nos a nós próprios, saber o que realmente queremos para nós, é um processo complicado e nada fácil de superar.
Quando somos tão exigentes connosco ao ponto de nos colocarmos sempre à rectaguarda, sempre no patamar de baixo e acharmos, à partida, que não somos capazes, que as nossas conquistas nunca são suficientemente boas, a coisa ainda se complica mais...
Conhecer-me, aceitar-me e amar-me incondicionalmente não tem sido nada fácil, confesso.
Nesta fase, sinto que estou num ponto de viragem. Embora ainda não tenha encontrado o caminho que tenciono seguir, encontrei o sentido para muitas outras coisas. 
Acredito que as mudanças levam o seu tempo, que os passinhos são muito curtos mas há tanta coisa que faz sentido, que só por si me faz querer continuar.
Este meu processo tem vindo a amadurecer ao longo do tempo. Comecei por dar valor às coisas simples, aprendi a substituir o mais pelo menos e a ver com olhos de ver as coisas e as pessoas que quero para mim, aquelas que realmente importam.
Aprendi também, que um corpo saudável faz uma mente saudável. Para tal, iniciei (as tão desejadas) aulas de Yôga e Pilates, que me ajudam a sentir bem por fora e por dentro. 
Tenho vindo a incutir hábitos de alimentação saudável, o que me despertou para novos sabores e alimentos. 
Voltei a acreditar nos benefícios da Meditação e uso-a como uma ferramenta essencial para minimizar os picos de stresse e ansiedade.
E por fim, acho que o mais importante foi ter-me reconciliado comigo mesma. 


O processo é complicado, é longo, mas vale a pena, pois assim conseguirei encontrar o rumo certo, aquele caminho que quero seguir...Conhecer-me, aceitar-me e amar-me incondicionalmente.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Mãe de dois... #1

Eu: - J. tenho aqui as tuas calças de ganga preferidas...
J: - Por acaso até não são mãe. Quer dizer... já não são!
Eu: - Então quais são agora?!
J: - Aquelas que estão cosidas com linha de um castanho "peculiar"...

domingo, 24 de abril de 2016

Quero muito acreditar que não há sorte nem destino

Quero muito acreditar que sou eu que traço a rota, o meu futuro, mas por vezes a vida parece querer mostrar que não é bem assim...
Tento olhar em frente e penso " hoje vai ser melhor, hoje vou ser melhor" mas muitas vezes surgem-me nós difíceis de desatar. 
Se está na minha teima em dificultar, não sei? 
Defeito ou feitio, quem sabe? 
Mas algo eu sei, é muito mais fácil deitar as culpas à sorte... 

sexta-feira, 22 de abril de 2016

O melhor da vida - A tua escola perto de casa

Viver mesmo atrás da tua escola, espreitar-te todos os dias e ver-te brincar com aqueles que chamas de "meus meninos". 
É ficar quieta à escuta e deixar-me embalar pelos gritinhos e risadas que vêm lá de fora, do quintal da escola, quase, quase colado ao nosso. 

É reconhecer no meio de tantos, o teu riso, a tua voz. 

O bom da vida é... saber que és feliz, mesmo naqueles dias em que insistes que não queres ir e queres ficar comigo, "para sempre"...